Categorias
Bolhas Nostalgia Saudade

Dias Cinzentos

das

-Chegou a hora; dizia ela com rios de lágrimas no rosto.

Um adeus mudo rompeu no fundo do peito; podia ser um até já, mas sabíamos que nesta vida jamais nos encontraríamos. Essa pessoa que se encontrava ali, com a cara pálida estava num sono profundo; o seus cabelos grisalhos transbordava a sabedoria e as suas rugas, as batalhas que na vida conquistou.

Quem foi que deu a morte o direito de opinar nas nossas vidas?

O Juiz que julga, sem freio nas mãos; impõe a sua sentença, sem que tenhamos forma de nos defender. Todos nós estamos ao seu mercê, este não escolhe, pois é autoritário é egocêntrico. Mas o que dá mais medo, não é da morte, mas sim do Homem que se veste de morte, querendo fazer papel de juiz; um mero mortal.

E como num ritmo de musica melancólica, seguíamos como se estivéssemos numa corda bamba; e passo a passo, como quem dançava numa melodia de ninar.

Sentimos a dor, sem ter dor. E como um rebanho, mantínhamos unidos, para que não nos desfalecêssemos no caminho.

Novos dias virão, mas a verdade é que nunca esqueceremos desse dia…cinzento estava o nosso coração e totalmente devastado.

Por Geordias Carvalho

Há coisas que as palavras não se consegui transmitir, por isso escrevo. Escrevo para saciar a minha sede de palavras.

One reply on “Dias Cinzentos”

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.