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A solidão de um povo esquecido

Admiro essa sociedade. As vezes pergunto se sou eu o louco ou se a sociedade endoideceu.

É tanta pressão que as vezes penso que me saltará a cabeça. Ninguém mais se importa com outros. É tudo uma questão de sobrevivência. Sentimos prazer ao olhar os outros de cima.

Quando é que a sociedade aprenderá que já não estamos numa arena, onde temos que por obrigação brigar entre nós e que o resultado final esperado é que apenas um saía vencedor.

Tenho medo, tenho pavor desta gente…desta gente que vende os seus filhos em troca de uns trocos.

A maldade anda na rua vestido de ovelha. Por baixo da máscara está um diabo na forma de pessoa.

Não se pode confiar em mais ninguém. Receio até das minhas sombras. Será esta a cor do meu sangue?

Não é da fome que tenho medo, mas sim de viver com a fome. E não é da morte que tenho medo, mas de viver com a morte.

Haverá esperança num mundo perdido? Questiono ao meu ser solitário. A luz e a escuridão nunca foi de se dar bem. O vazio do espaço, o lugar onde pertenço. É ali onde sempre pertenci. É sempre a mesma música. Perto um do outro, mas longe do coração e ali danço sem parar. Mas ainda vejo uma luz, pequena mas forte!

Geordias C.

Por Geordias Carvalho

Há coisas que as palavras não se consegui transmitir, por isso escrevo. Escrevo para saciar a minha sede de palavras.

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