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A solidão de um povo esquecido

Admiro essa sociedade. As vezes pergunto se sou eu o louco ou se a sociedade endoideceu.

É tanta pressão que as vezes penso que me saltará a cabeça. Ninguém mais se importa com outros. É tudo uma questão de sobrevivência. Sentimos prazer ao olhar os outros de cima.

Quando é que a sociedade aprenderá que já não estamos numa arena, onde temos que por obrigação brigar entre nós e que o resultado final esperado é que apenas um saía vencedor.

Tenho medo, tenho pavor desta gente…desta gente que vende os seus filhos em troca de uns trocos.

A maldade anda na rua vestido de ovelha. Por baixo da máscara está um diabo na forma de pessoa.

Não se pode confiar em mais ninguém. Receio até das minhas sombras. Será esta a cor do meu sangue?

Não é da fome que tenho medo, mas sim de viver com a fome. E não é da morte que tenho medo, mas de viver com a morte.

Haverá esperança num mundo perdido? Questiono ao meu ser solitário. A luz e a escuridão nunca foi de se dar bem. O vazio do espaço, o lugar onde pertenço. É ali onde sempre pertenci. É sempre a mesma música. Perto um do outro, mas longe do coração e ali danço sem parar. Mas ainda vejo uma luz, pequena mas forte!

Geordias C.

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A mão de um escritor

Vejo na escrita uma forma de expressar o que o coração senti e não fala. É na escrita onde desabrocho os segredos do coração.

Há quem só fala com as escritas! Como aquela carta de amor; Como que dentro de um envelope pode caber uma vida? A escrita tem o poder de nos permitir imaginar o cenário e de vive-lá. É na escrita onde muitos se refugiam, pois ali consigo ser quem eu quiser.

E assim vou desenhando as letras, assim como um arquiteto desenha o seu projecto, até que forme uma palavra; as palavras por sua vez se formam frases e ganham significado, dando vida as escritas.

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E de repente o vento levou

E de repente o vento levou. Tudo parece tão distante. Ansiava por este dia, mas de repente o vento levou. Passou tão rápido e tão melancólica. Tantos planos, mas para nada serviu. Terei eu uma terceira oportunidade? Pergunto eu, já sabendo resposta.