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Sorriso

E ela ri

Ri como se não houvesse amanha. Num vai e vem das gargalhadas, das trocas dos olhares, numa timidez incontrolável. Daquele que era o nosso momento, do nosso mundo.

Ali o tempo passava mais lento. Era Gi dos sorrisos esbelto.

Geordias Carvalho

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Bolhas Esperança Mãe natureza Sem categoria Solidão Sonhos

A solidão de um povo esquecido

Admiro essa sociedade. As vezes pergunto se sou eu o louco ou se a sociedade endoideceu.

É tanta pressão que as vezes penso que me saltará a cabeça. Ninguém mais se importa com outros. É tudo uma questão de sobrevivência. Sentimos prazer ao olhar os outros de cima.

Quando é que a sociedade aprenderá que já não estamos numa arena, onde temos que por obrigação brigar entre nós e que o resultado final esperado é que apenas um saía vencedor.

Tenho medo, tenho pavor desta gente…desta gente que vende os seus filhos em troca de uns trocos.

A maldade anda na rua vestido de ovelha. Por baixo da máscara está um diabo na forma de pessoa.

Não se pode confiar em mais ninguém. Receio até das minhas sombras. Será esta a cor do meu sangue?

Não é da fome que tenho medo, mas sim de viver com a fome. E não é da morte que tenho medo, mas de viver com a morte.

Haverá esperança num mundo perdido? Questiono ao meu ser solitário. A luz e a escuridão nunca foi de se dar bem. O vazio do espaço, o lugar onde pertenço. É ali onde sempre pertenci. É sempre a mesma música. Perto um do outro, mas longe do coração e ali danço sem parar. Mas ainda vejo uma luz, pequena mas forte!

Geordias C.

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A mão de um escritor

Vejo na escrita uma forma de expressar o que o coração senti e não fala. É na escrita onde desabrocho os segredos do coração.

Há quem só fala com as escritas! Como aquela carta de amor; Como que dentro de um envelope pode caber uma vida? A escrita tem o poder de nos permitir imaginar o cenário e de vive-lá. É na escrita onde muitos se refugiam, pois ali consigo ser quem eu quiser.

E assim vou desenhando as letras, assim como um arquiteto desenha o seu projecto, até que forme uma palavra; as palavras por sua vez se formam frases e ganham significado, dando vida as escritas.

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Motivação Nostalgia Sonhos

Sonhos

-De que são feitos os sonhos?

Perguntou o menino olhando para o velho senhor que encontrará sentado a berma da estrada. O velho senhor, não muito surpreso com a pergunta do pequeno, olhou fixamente para ele que parecia um mine-adulto de pé, pois tinha um ar de muito sério e disse:

-Sonhos são pedaços de retratos das nossas vidas não vividas. Olhando para o menino, apontou-lhe com o dedo no peito e voltou a dizer – sonhos são feitos de meninos assim como tu.

– De meninos como eu? perguntou o menino, mas agora com um olhar que brilhava sobre o velho senhor.

-Sim de menino como tu! Morre um homem, mas com ele inúmeros sonhos. Mas tu és jovem, tens muitos sonhos para viver. Mas o que me dói na alma, são pessoas que vivem os sonhos das outras pessoas e esquecem de viver os seus próprios sonhos.