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Uma questão de tempo

Oh Gizela

Tenho medo! Ultimamente não durmo bem. E os sonos vão e vem; a cada piscar é contigo que sonho. É que receio não ser a pessoa ideal para ti. Receio que te sintas que te desapontei.

Oh Gizela!

Um homem também chora, na sua mais profunda escuridão há uma pessoa frágil e que precisa de uma mão compreensiva. As vezes quando o tempo não está de bem, penso que sou muito imperfeito para ti. Não é que eu queira ser essa pessoa, mas as vezes sem me dar conta faço-te sofrer.

Mas sei que um dia tornarei na pessoa ideal para ti, vejo nos teus olhos uma luz de esperança e essa luz que me faz querer dar tudo de mim. E de querer provar que nem tudo esta perdido. Enquanto essa luz continuar a brilhar nos teus olhos te seguirei até os confins do mundo.

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Dias Cinzentos

das

-Chegou a hora; dizia ela com rios de lágrimas no rosto.

Um adeus mudo rompeu no fundo do peito; podia ser um até já, mas sabíamos que nesta vida jamais nos encontraríamos. Essa pessoa que se encontrava ali, com a cara pálida estava num sono profundo; o seus cabelos grisalhos transbordava a sabedoria e as suas rugas, as batalhas que na vida conquistou.

Quem foi que deu a morte o direito de opinar nas nossas vidas?

O Juiz que julga, sem freio nas mãos; impõe a sua sentença, sem que tenhamos forma de nos defender. Todos nós estamos ao seu mercê, este não escolhe, pois é autoritário é egocêntrico. Mas o que dá mais medo, não é da morte, mas sim do Homem que se veste de morte, querendo fazer papel de juiz; um mero mortal.

E como num ritmo de musica melancólica, seguíamos como se estivéssemos numa corda bamba; e passo a passo, como quem dançava numa melodia de ninar.

Sentimos a dor, sem ter dor. E como um rebanho, mantínhamos unidos, para que não nos desfalecêssemos no caminho.

Novos dias virão, mas a verdade é que nunca esqueceremos desse dia…cinzento estava o nosso coração e totalmente devastado.